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(UNIFESP 2010) - Células Tronco

Em abril de 2005, a revista Pesquisa FAPESP reforçava a importância da aprovação da Lei de Biossegurança para as pesquisas brasileiras com células-tronco e, ao mesmo tempo, ponderava:

Nos últimos anos, enquanto os trabalhos com células-tronco embrionárias de origem humana permaneciam vetados, os cientistas brasileiros não ficaram parados. Fizeram o que a legislação permitia: desenvolveram linhas de pesquisa com células-tronco de animais e células-tronco humanas retiradas de tecidos adultos, em geral de medula óssea e do sangue de cordão umbilical. (...) Não há evidências irrefutáveis de que as células-tronco adultas possam exibir a mesma plasticidade das embrionárias. (...) Menos versáteis que as embrionárias, as células-tronco adultas têm uma vantagem: parecem ser mais seguras. Nas terapias experimentais são injetadas nos pacientes células-tronco extraídas, em geral, deles mesmos.
Marcos Pivetta (www.revistapesquisa.fapesp.br Adaptado.)

Considerando o texto da revista, responda:
a) O que se quer dizer ao se afirmar que as células-tronco adultas são “menos versáteis que as embrionárias”?
b) Qual a vantagem de se injetar nos pacientes células-tronco extraídas deles mesmos?

Resolução:
a) Células tronco adultas são capazes de originar menos tipos de tecidos, pois não são totipotentes.
b) Não há risco de rejeição.

(Ufrj) - Células tronco

No  desenvolvimento  de  um  organismo  ocorre  a transição de um estágio embrionário, no qual todas as  células  são  inicialmente  indiferenciadas,  até  o estágio  adulto,  composto  por  até  centenas  de diferentes  tipos  de  células.  Esse  processo  é conhecido como diferenciação celular. Historicamente, havia duas hipóteses a respeito da diferenciação  celular.  Em  uma  delas,  que chamaremos  de  H1, postulava-se  a  ideia  de  que ocorria  perda  de  material  genético  enquanto  a célula  se  diferenciava. Na  segunda,  H2,  que  a diferenciação não implicava perda de DNA. Identifique  qual  das  duas hipóteses  é  confirmada pelos  processos  de  clonagem,  nos  quais  o  núcleo da  célula  de  um  tecido de um  indivíduo  adulto  é introduzido  em  um  ovócito  anucleado  que,  ao  se desenvolver, origina outro organismo. Justifique sua resposta.

Resolução:
H2.  A  formação  de  um  indivíduo  normal  depende da  integridade do genoma. Se houvesse perda de material genético durante a diferenciação, não seria possível  formar  um  indivíduo  íntegro  por  meio  de clonagem.

(UNICAMP 2009) - Embriologia e Células-Tronco

Recentemente  pesquisadores brasileiros  conseguiram  produzir  a  primeira  linhagem de  células-tronco  a  partir  de  embrião  humano. As células-tronco  foram  obtidas  de  um  embrião  em  fase de  blástula,  de  onde  foram  obtidas  as  células  que posteriormente  foram  colocadas  em  meio  de  cultura para se multiplicarem.
a) As  células-tronco  embrionárias  podem  solucionar problemas  de  saúde  atualmente  incuráveis.  Quais características dessas células-tronco permitem que os pesquisadores possam utilizá-las no futuro para este fim?
b)  Blástula é uma etapa do desenvolvimento embrionário de todos os animais. Identifique entre as figuras abaixo qual delas corresponde à fase de blástula e indique uma característica que a diferencia da fase anterior e da posterior do desenvolvimento embrionário.

Resolução:
a) O fato de serem células indiferenciadas, totipotentes ou  pluripotentes.  Essas  células  são  capazes  de originar qualquer tipo celular do organismo.
b) A  blástula  é  a  figura  E.  Uma  característica  que diferencia  essa  etapa  da  anterior  (mórula)  é  a presença  de  blastocele;  uma  característica  que a  diferencia  da  fase  posterior  (gástrula)  pode  ser a  presença  de  arquêntero,  blastóporo  ou  tecidos embrionários.


(Uerj 2010) - Células Tronco

1º Exame de Qualificação - Questão 27

Células adultas removidas de tecidos normais de uma pessoa podem ser infectadas com certos tipos de retrovírus ou com adenovírus geneticamente modificados, a fim de produzir as denominadas células-tronco induzidas. Essa manipulação é feita com a introdução, no genoma viral, de cerca de quatro genes retirados de células embrionárias humanas, tornando a célula adulta indiferenciada. O uso terapêutico de células-tronco induzidas, no entanto, ainda sofre restrições.
Observe a tabela a seguir:

Células-tronco induzidas originárias de um paciente, se usadas nele próprio, apresentariam as consequências
identificadas pelos números:
(A) 1, 3 e 6
(B) 1, 4 e 5
(C) 2, 3 e 5
(D) 2, 4 e 6

Resolução:
[B]
As células-tronco induzidas são preparadas pela introdução em uma célula adulta normal de certos genes de células embrionárias, através da infecção por alguns vírus geneticamente modificados, contendo tais genes. Como ganham características de indiferenciação, agem como se fossem células-tronco embrionárias, que podem regenerar qualquer tipo de tecido.
Se originárias de uma célula adulta normal de um indivíduo e usadas nesse mesmo indivíduo, as células-tronco induzidas apresentarão compatibilidade imunológica. No entanto, o que restringe o seu uso é a possibilidade de tais células poderem transmitir outras doenças associadas aos vírus usados, como o câncer.