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(UNIFESP 2013) - Vírus e Evolução

Em 1997, uma pesquisadora da Universidade Goethe, na Alemanha, deparou-se com a seguinte situação: um de seus pacientes, portador do vírus HIV e já com os sintomas da AIDS, não respondia mais ao tratamento com o coquetel de drogas que recebia. Embora a cepa viral sensível às drogas se mantivesse controlada no organismo do paciente, sem se replicar e em níveis baixíssimos, outras cepas mostravam-se resistentes a todas as drogas utilizadas no coquetel, e o paciente sofria com a alta carga viral e com os efeitos colaterais das drogas ministradas. Visando permitir que o organismo do paciente se recuperasse dos efeitos colaterais provocados pelas drogas, o tratamento foi suspenso por alguns meses. Ao fim desse período, o paciente voltou a ser tratado com o mesmo coquetel de drogas anti-HIV que recebia anteriormente. As drogas se mostraram eficazes no combate ao vírus, e a carga viral caiu a níveis não detectáveis.
(Evolução: a incrível jornada da vida [Documentário da Scientific American Brasil], 2001.)

a) Que mecanismo evolutivo é o responsável pela mudança da característica da população viral frente aos medicamentos? No contexto da Biologia Evolutiva, quem foi o primeiro a propor esse mecanismo?
b) Explique por que o coquetel de drogas foi mais eficaz no combate à doença após o paciente ter ficado um período sem recebê-lo.

Resolução:
a) O mecanismo em questão é a seleção natural. Essa atua na população viral existente, selecionando a população resistente aos medicamentos. Charles Darwin foi o primeiro a propor esse mecanismo para explicar a evolução biológica. 
b) Na ausência do coquetel de medicamentos, os vírus que eram sensíveis às drogas proliferaram.  Após algum tempo, a utilização do coquetel se mostrou eficaz pois ele atuou diminuindo a população dos vírus que são sensíveis a este.

(UNIFESP 2012) - Vírus, Vacina

Todos os anos, o serviço público de saúde do Brasil lança campanhas de vacinação voltadas para a população. A vacinação funciona como uma primeira exposição do nosso organismo ao agente infeccioso.

a) Compare como reage nosso organismo, em termos de velocidade de resposta e quantidade de anticorpos produzidos, em uma primeira e em uma segunda exposição ao agente infeccioso.
b) Ao contrário de outras vacinas, a vacina contra gripe é periódica, ou seja, mesmo quem já foi vacinado anteriormente deve receber a vacina a cada ano. Por que isso ocorre?

Resolução:
a) Na primeira dose da vacina, o organismo reage ativamente, produzindo anticorpos, mas, logo em seguida, esse número diminui. No reforço, ou seja, na segunda aplicação do antígeno, a resposta é mais rápida, produzindo um grande número de anticorpos, devido à memória imunológica dos linfócitos (células de memória). 
b) Há diferentes vírus, ocasionando diferentes tipos de gripe. O homem ainda não produziu uma vacina polivalente relacionada à gripe. Anualmente, ele deve ser vacinado contra os tipos de vírus mais frequentes na população. O vírus da gripe é muito mutagênico.
(Resposta Curso Objetivo)

(UNICAMP 2015) - Doenças

O vírus Ebola foi isolado em 1976, após uma epidemia de febre hemorrágica ocorrida em vilas do noroeste do Zaire, perto do rio Ebola. Esse vírus está associado a um quadro de febre hemorrágica extremamente letal, que acomete as células hepáticas e o sistema retículoendotelial. O surto atual na África Ocidental (cujos primeiros casos foram notificados em março de 2014) é o maior e mais complexo desde a descoberta do vírus. Os morcegos são considerados um dos reservatórios naturais do vírus. Sabe-se que a fábrica onde surgiram os primeiros casos dos surtos de 1976 e 1979 era o habitat de vários morcegos. Hoje o vírus é transmitido de pessoa para pessoa.

a) Como é a estrutura de um vírus? Dê exemplo de duas zoonoses virais.
b) Compare as formas de transmissão do vírus Ebola e do vírus da gripe.

Resolução:
a) Os vírus são constituídos de material genético envolto por uma cápsula proteica (capsídeo). São exemplos de zoonoses virais a raiva e a febre amarela. 
b) Vírus Ebola – é transmitido por contato direto a partir de fluidos corporais contaminados (secreções, suor, urina, sêmen, lágrima, saliva, vômito e sangue). Vírus da gripe – é transmitido principalmente por gotículas de saliva, perdigotos e secreções nasais veiculadas pelo ar.

(UNICAMP - 2007) - Biologia Molecular e vírus

Após um surto de uma doença misteriosa (início com febre, coriza, mal-estar, dores abdominais, diarréia, manchas avermelhadas espalhadas pelo corpo) que acometeu crianças com até cinco anos de idade em uma creche, os pesquisadores da UNICAMP conseguiram seqüenciar o material genético do agente causador da doença e concluíram que se tratava de um vírus. Um segmento dessa seqüência era UACCCGUUAAAG.

a) Explique por que os pesquisadores concluíram que o agente infeccioso era um vírus.
b) Dê duas características que expliquem por que os vírus não são considerados seres vivos.
c) Sabendo-se que a seqüência mostrada acima (UACCCGUUAAAG) dará origem a uma fita de DNA, escreva a seqüência dessa fita complementar.

Resolução:
a) Trata-se de um vírus (provavelmente um retrovírus), pois apresenta como material genético exclusivo, um segmento de RNA
b) Os vírus para alguns pesquisadores não são considerados seres vivos, por não apresentar estrutura celular, nem metabolismo próprio, sendo, portanto, dependente das células por ele parasitadas. 
c) A sequência da fita complementar de DNA será: ATG GGC AAT TTC

(UFRJ 1998) - Vírus

Apesar dos esforços de numerosas equipes de cientistas em todo o mundo, uma vacina contra a gripe, que imunize as pessoas a longo prazo, ainda não foi conseguida. A explicação para isso é que o vírus da influenza, causador da gripe, sofre constantes mutações. Por que essas mutações diminuem a eficácia das vacinas?

Resolução:

Em função das mutações, as proteínas do capsídeo viral são diferentes e, assim, apesar de as pessoas vacinadas possuirem anticorpos contra uma determinada linhagem do vírus, não possuem anticorpos capazes de reconhecer os vírus com as proteínas alteradas resultantes das mutações.

(UNIRIO - 2004) - Bactérias, vírus, Proteínas

A descoberta de que certas proteínas, os prions, podiam ser agentes infecciosos, como por exemplo, no caso da “doença da vaca louca” (uma encefalopatia espongiforme) abalou o conceito clássico de que só microorganismos pudessem realizar tal façanha.
Foram utilizadas três amostras, cada uma contendo um tipo de agente infectante: Bactérias, vírus e prionse
que foram submetidas a altas doses de radiação. Os resultados estão apresentados no gráfico abaixo:



Qual das amostras refere-se ao prion? Justifique sua resposta.

Resolução:

Da amostra 1. Porque altas doses da RUV comprometem o funcionamento do material genético 
de microorganismos, o que não ocorre com os prions,que são apenas proteínas

UFRJ - Tecido Sanguíneo

O vírus da gripe que ataca os seres humanos tem uma proteína HA que se liga á molécula da glicoforina uma proteína abundante das hemácias.No entanto o vírus da gripe não consegue replicar-se nas hemácias. Explique porque o vírus da gripe não consegue replicar-se nas hemácias.

Resolução:
O vírus da gripe não consegue replicar-se nas hemácias porque estas são células desprovidas de núcleo e de DNA.

(Fuvest 2002/2012) - Bactérias, Fungos e Vírus

Clique aqui para baixar todas as questões de biologia da Fuvest (2ª fase) de 2002 até 2012 sobre Bactérias, fungos e vírus.

Para ver a resolução das questões feita pelo Curso Objetivo, acesse esse link.

(Uerj 2004) - Ácidos Nucléicos e Vírus

Analisando o genoma de alguns tipos de vírus formados por fita simples de RNA, encontramos aqueles que são RNA (-), como o do resfriado comum, e os que são RNA (+), como o da poliomielite.
Observe que:
- nos vírus RNA (-), apenas o RNA complementar a seu genoma é capaz de funcionar como mensageiro na célula infectada;
- nos vírus RNA (+), o genoma viral funciona diretamente como mensageiro;
- ambos os vírus necessitam, para sua replicação, da enzima RNA replicase, que sintetiza um RNA complementar a um molde de RNA;
- o gene da enzima RNA replicase está presente no genoma dos dois tipos de vírus, mas a enzima só é encontrada nas partículas virais RNA (-).

a) Explique por que é necessário, para sua replicação, que os vírus RNA (-) já contenham a enzima RNA replicase, enquanto os RNA (+) não precisam armazenar esta enzima.
b) Apresente um argumento contrário à hipótese de que os vírus, devido à simplicidade de sua estrutura, foram precursores das primeiras células.

Resolução:

a) Para que o genoma RNA (-) seja expresso em proteínas na célula infectada, é primeiro necessário que seja transcrito em RNA complementar, o que é feito, apenas, pela RNA replicase, que não existe na célula. Desta forma, o próprio vírus terá de já possuir a enzima em sua estrutura.
Os vírus RNA (+) já funcionam como mensageiros na célula infectada, sendo diretamente traduzidos em proteínas virais, inclusive a RNA replicase.
b) Os vírus só existem em virtude de sua habilidade de utilizar a maquinaria metabólica das células hospedeiras, direcionando-a para a formação de novas partículas virais. Portanto, os vírus só devem ter surgido após o aparecimento das primeiras células.

(UFRJ 2010) - Bactérias, Vírus e Reprodução

Os  gráficos  a  seguir  apresentam  o  crescimento  de  uma  espécie  de  bactéria  e  de  um  vírus bacteriófago em ciclo lítico, ambos em ambientes sem limitação de recursos.
Identifique qual gráfico (A ou B) representa o crescimento das bactérias e qual representa o crescimento dos bacteriófagos. Justifique sua resposta.

Resolução:
Bactéria,  B;    bacteriófago,  A.  As  bactérias  possuem  divisão  binária,  por  isso  seu  número  dobra  a  cada  ciclo.  Os bacteriófagos são vírus que infectam as bactérias e utilizam seu metabolismo para formar novos vírus. A cada ciclo lítico, um único bacteriófago gera muitos outros. 

(Uerj 2010) - Vírus

1º Exame de Qualificação - Questão 28
 
A gripe conhecida popularmente como gripe suína é causada por um vírus influenza A.
Esse tipo de vírus se caracteriza, dentre outros aspectos, por:
- ser formado por RNA de fita simples (-), incapaz de atuar como RNA mensageiro ou de sintetizar DNA
nas células parasitadas;
- os RNA complementares do RNA viral poderem ser traduzidos em proteínas pelo aparelhamento celular.
Os esquemas a seguir apresentam um resumo de etapas dos processos de replicação de alguns dos vírus RNA, após penetrarem nas células.

O tipo de replicação encontrado no vírus infuenza A está representado no esquema de número:
(A) I
(B) II
(C) III
(D) IV

Resolução:
[B]  Apenas os RNA complementares ao RNA viral monofilamento podem ser usados na célula parasitada para sintetizar proteínas. Sendo assim, a atividade do RNA polimerase-RNA dependente, também de origem viral, é responsável por sintetizar os RNA complementares, como se observa no gráfico II.

(UFRJ/2009) - Vírus

O herpes genital é uma doença infecciosa causada pelo vírus HSV-2, geralmente transmitido por meio de relações sexuais. Quando um médico detecta o HSV-2 em uma mulher grávida, costuma recomendar que o parto seja realizado por cesariana, uma intervenção cirúrgica que extrai o feto diretamente do útero.
Apresente a razão desse cuidado.

Resolução:
A cesariana evita o contato, que provavelmente aconteceria no parto normal, do recém-nascido com o tecido infectado pelo vírus HSV-2. 

(UFC/2008) - Vírus

A Inglaterra anunciou que meninas entre 12 e 13 anos poderão receber vacina contra o HPV (papilomavírus humano), que causa grande parte dos tipos de câncer do colo do útero, além do condiloma acuminado. Com base nessa informação, responda ao que se pede.
a) Cite dois métodos que podem impedir a contaminação por essa doença e ao mesmo tempo evitar uma gravidez não planejada.
b) Considerando a diversidade de opção sexual, vacinar apenas indivíduos do sexo feminino será uma medida eficaz para acabar com a transmissão da doença condiloma acuminado na população? Justifique.
c) A descoberta e a utilização de uma vacina para uma determinada doença é um grande avanço para a saúde pública. Porém, além das vacinas existe também o soro como forma de imunizar a população. Qual a diferença entre vacina e soro e qual é o mais indicado para uma situação na qual o antígeno já está no organismo?
d) O HPV é um vírus, e os vírus não são considerados como seres vivos por muitos cientistas. Qual a principal justificativa para não se considerar vírus como um ser vivo?

Resolução:
a) preservativo masculino / preservativo feminino / abstinência sexual;
b) Não, pois casais homossexuais masculinos que se relacionam sem preservativo podem transmitir e/ou contrair o HPV;
c) c1- A vacina contém o antígeno em forma atenuada, enfraquecido, ou com microorganismos mortos. Já o soro contém os anticorpos.
c2- Soro;
d) A ausência de célula.
 

(Uerj 2012) - Vírus

Recentemente, no Rio de Janeiro, recrutas da Marinha foram contaminados por vírus influenza tipo B. Esse vírus se replica de modo idêntico ao do vírus influenza tipo A, causador da pandemia de gripe suína no ano de 2009.
Cite o tipo de ácido nucleico existente no vírus influenza tipo B e explicite seu mecanismo de replicação.

Resolução:
Da mesma forma que o vírus influenza tipo A, o vírus influenza tipo B também é formado por RNA monofilamento. Seu mecanismo de replicação também ocorre de forma similar, ou seja, o RNA viral precisa ser transcrito em seu RNA complementar para que a célula parasitada o reconheça como RNA mensageiro e o traduza em proteínas virais. 

Ufba - Vírus

Penso que a vida resulta da combinação de quatro processos - metabolismo, compartimentação, memória e manipulação - e de uma lei de correspondência entre memória e manipulação. Se tomarmos isso como definição, os vírus não podem ser considerados seres vivos, pois não têm nem metabolismo nem lei de correspondência. (Antoine Danchin apud CIÊNCIA HOJE, p. 25)

A confrontação do conceito de vida expresso anteriormente com características exibidas pelos vírus permite afirmar:
(01) Os vírus e os seres vivos compartilham uma mesma linguagem na construção de seus genomas.
(02) Os vírus obtêm energia usando os mesmos processos bioenergéticos celulares.
(04) A organização molecular dos vírus expressa a exigência de proteção para o material genético e de reconhecimento pela célula hospedeira.
(08) A universalidade do DNA como material genético, entre os vírus, os aproxima da condição biológica.
(16) A condição vital está inevitavelmente associada à estrutura celular.
(32) A capacidade de evoluir é uma propriedade comum aos vírus e aos seres vivos.

Soma ( )


Resolução:
01 + 04 + 16 + 32 = 53